quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Hidrogênio e Células a Combustível


O conceito de um novo equipamento energético chamado Célula a Combustível começa a despertar um interesse cada vez maior na população em geral, deixando de ser um tema restrito à comunidade técnico-científica e empresarial. Este conceito vem sempre associado à crescente preocupação de preservação ambiental, a automóveis elétricos não poluidores e à geração distribuída de energia com maior eficiência. Porém, o conceito de células a combustível é bem mais abrangente, e se insere na chamada “Economia do Hidrogênio”.
O hidrogênio é o elemento mais abundante do universo. Na Terra o hidrogênio está quase que completamente na forma de compostos, correspondendo, aproximadamente a 70 % da superfície do planeta. Foi identificado pela primeira vez pelo cientista britânico Henry Cavendish em 1776, sendo denominado de “ar inflamável” . O gás hidrogênio (H2) não está presente na natureza em quantidades significativas sendo, portanto, um vetor energético, ou seja, um armazenador de energia. Para sua utilização, energética ou não, ele deve ser extraído de uma fonte primária que o contenha. A energia contida em 1,0 kg de hidrogênio corresponde à energia de 2,75 kg de gasolina. Entretanto, devido à sua massa específica (0,0899 kgNm-3 a 0°C e 1 atm), a energia de um litro de hidrogênio equivale à energia de 0,27 litro de gasolin.
 
A sua obtenção é bastante flexível, sendo esta uma de suas características mais interessantes. Pode ser obtido a partir de energia elétrica (via eletrólise da água), pelas fontes: hidroelétricas, geotérmicas, eólica e solar fotovoltaica, todas geológicas e também da eletricidade de usinas nucleares. Pode ainda ser obtido da energia da biomassa (via reforma catalítica ou gaseificação, seguida de purificação), como: etanol, lixo, rejeitos da agricultura, etc. As fontes de hidrogênio mais viáveis economicamente são, entretanto, os combustíveis fósseis (via reforma catalítica ou gaseificação, seguida de purificação), como: petróleo, carvão e gás natural. Esta flexibilidade em relação à sua obtenção permite que cada país escolha a melhor maneira de produzir o hidrogênio, segundo suas próprias disponibilidades. Assim, para citar alguns exemplos, a Rússia tem a opção de hidrogênio de origem nuclear /HTEP 2006/; a Argentina, por sua vez, optou pelo hidrogênio de origem eólica  e o Brasil direciona-se para a produção de hidrogênio a partir do bioetanol /MCT 2002/.
Células a combustível são, em princípio, baterias, ou seja, conversores diretos de energia química em elétrica e térmica, de funcionamento contínuo (diferentemente das baterias), que produzem corrente contínua pela combustão eletroquímica a frio de um combustível, geralmente hidrogênio /VIELSTICH 2003/. Assim, considerando-se as células de baixa temperatura de operação em meio ácido, hidrogênio é oxidado a prótons no anodo, liberando elétrons, segundo a reação:

H2    2H+  +  2e-                                   (1)

No eletrodo oposto, o catodo, tem-se a reação:
2H+ + 2e- + ½O2  H2O                           (2)

A reação global produz água e calor (exotérmica):
H2  +  ½O2    H2O                                 (3)

Os eletrodos são condutores eletrônicos permeáveis aos gases reagentes e são separados um do outro por um eletrólito (condutor iônico). O eletrólito pode ser um líquido, um polímero condutor de cátions (geralmente saturado com um líquido) ou um sólido.
Células unitárias apresentam um potencial aberto de 1 a 1,2 V e liberam, sob solicitação de 0,5 a 0,7 V DC. Estes valores são, sob o ponto de vista prático, muito baixos. A necessidade de empilhamento em série de várias unidades de células (200 a 300, também chamado módulo) torna-se óbvia, a fim de se obter potenciais práticos da ordem de 150 a 200 V /WENDT 2000/. Uma das vantagens inerente às células a combustível é a sua eficiência relativa ao combustível. A eficiência teórica máxima h de qualquer processo de produção de energia eletroquímica é obtida pelo quociente entre a energia livre de Gibbs (DG) e a entalpia total (DH), ou seja, a parte da energia total dos reagentes que pode ser convertida em energia elétrica:

                  η  =  G/H                                             (4)

A eficiência teórica eletroquímica diminui de 86 a 70 % na faixa de temperaturas de 100 a 1000 °C. A eficiência de Carnot, por sua vez, eleva-se de 0 a 70 % na mesma faixa e somente a temperaturas superiores a 1000 °C é maior que a eficiência teórica eletroquímica. Portanto, células a combustível a hidrogênio apresentam uma eficiência teórica significativamente maior que máquinas de Carnot, principalmente a baixas temperaturas.
As reações eletródicas das células a combustível envolvem, de uma maneira geral, a ruptura das ligações químicas entre dois átomos de hidrogênio e de oxigênio. A ruptura das moléculas diatômicas H2 e O2 requerem uma energia de ativação da mesma ordem de grandeza de suas energias de formação, quando as reações são homogêneas e ocorrem em fase gasosa. Em células a combustível, entretanto, ambas as reações são heterogêneas e ocorrem na interface eletrodo/eletrólito, sendo catalisadas na superfície do eletrodo.
Sob o comando do Ministério de Minas e Energia (MME) foi elaborado, com a colaboração de muitos especialistas da área, um documento preliminar, que deve nortear as ações do governo brasileiro para a entrada do Brasil na “Economia do Hidrogênio” e se intitula “Roteiro para Estruturação da Economia do Hidrogênio no Brasil”, disponível em /HTTP 1/.
Os tópicos mais relevantes deste documento são:
(a) No ano de 2020 o hidrogênio fará parte da matriz energética do país;
(b) O etanol foi escolhido como a fonte principal de hidrogênio. Considera-se também a sua utilização direta (oxidação direta em células a combustível);
(c) A produção de hidrogênio via eletrólise da água é considerada, utilizando-se eletricidade secundária de usinas hidroelétricas;
(d) Outras biomassas, além da cana de açúcar, devem ser utilizadas para a produção de hidrogênio, incluindo-se o biogás;
(e) A utilização de gás natural como fonte de hidrogênio deve fazer a transição para um futuro com apenas green hydrogen;
(f) As aplicações deste energético incluem, na ordem de importância: a geração distribuída de energia; a produção de energia em regiões isoladas e os ônibus urbanos.
No cenário mundial, foi criado em 2003 pelos Estados Unidos um programa de cooperação internacional, denominado “International Partnership for the Hydrogen Economy”, (IPHE), com a participação de 17 países, com o objetivo principal de implementar, facilitar e estabelecer, entre seus membros, atividades de P&D&I e de desenvolvimento de mercado em relação ao hidrogênio e às tecnologias de células a combustível.
Os países membros são: Austrália, Brasil, Canadá, China, Comunidade Européia, França, Alemanha, Islândia, Índia, Itália, Japão, Coréia do Sul, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. O Brasil é o único membro da América Latina. Estes países representam 85% do PIB mundial, com 3,5 bilhões de pessoas e mais de 75% do consumo mundial de eletricidade, além de mais de 2/3 das emissões de CO2.



sábado, 25 de junho de 2011

Reações de Oxi-Redução ( PILHAS)

Pilha elétrica, célula galvânica, pilha galvânica ou ainda pilha voltaica é um dispositivo que utiliza reações de óxido-redução para converter energia química em energia elétrica. A reação química utilizada será sempre espontânea.

Do ponto de vista didático, uma das celas galvânicas cujo funcionamento é mais simples de se entender é a pilha de Daniell, construída pelo cientista inglês John Daniell em 1836, numa época em que a expansão: dos telégrafos com fio exigia fontes de corrente elétrica para uso nesse meio de comunicação.



Será apresentado o raciocínio de Daniell, em linguagem atual. Sabe-se que os íons cobre (II) reagem espontaneamente com o zinco metálico.



Trata-se de uma reação de óxido-redução em que o zinco sofre oxidação e os íons cobre (II) sofrem redução:



O zinco sofreu oxidação: perdeu elétrons e seu número de oxidação aumentou.


O íon Cu2+ sofreu redução: recebeu elétrons.

 

 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fluorescência e Fosforescência

Emissão de Luz.

Na Fluorescência, a emissão da radiação é direta, ou seja, passa direto do estado fundamental para o excitado e, deste, para o fundamental. Portanto, no caso da fluorescência, quando a emissão de luz externa acaba, a radiação é finalizada. Um bom exemplo prático para contextualizar a fluorescência são as marcações de trânsito nas ruas, com faixas e placas, que dependem da luz externa para serem iluminadas. Depois que a fonte de emissão termina, ou seja, assim que os carros passam, apagam-se.
Outro exemplo são os adesivos iluminados inseridos pelos atletas noturnos nas bicicletas, skates e patins, e também nos uniformes de pessoas que trabalham à noite nas estradas e rodovias com o intuito de evitar acidentes.

Na Fosforescência, o elétron passa do estado excitado para um intermediário e só depois para o fundamental. Explique para
os alunos que, nesse caso, a energia que excitou os elétrons vai sendo liberada gradativamente na forma de fótons e, por isso, a
luz dos objetos fosforescentes dura mais tempo.

Gelo Quente.

Produzindo o Gelo.

Acetato de Sódio

Acetato de sódio é um composto cristalino incolor que é conhecido como sal anidro ou trihidratado. Ambas as formas são solúveis em água e éter e ligeiramente solúveis em etanol. O acetato ou etanoato de sódio é usado em tampões para controlo de pH em muitas aplicações de laboratório, em produtos alimentares e em electrogalvanização. É usado também na tinturaria, sabões, farmacêutica e em fotografia.

Além disso, por ser um processo altamente exotérmico, a cristalização do acetato de sódio encontrou aplicação em compressas quentes, na forma de uma bolsa plástica selada, contendo uma solução super saturada de acetato de sódio em água e um pequeno disco metálico.



Materiais e Reagentes     

  • Panela
  • Colher
  • Água
  • Acetato de Sódio
  • Recipiente
  • Geladeira

Procedimento Experimental:

Medir 50 ml de água;
Deixar a água aquecer até chegar a uma temperatura próxima dos 70ºC
(manter sempre essa temperatura);
Ir adicionando acetato de sódio até formar uma solução saturada;
Depois de saturada retirar a solução da panela e adicionar em um recipiente, em seguida levar á geladeira durante aproximadamente 4 horas
Colocar um pouco da mistura e tocar na mistura com o dedo;

Petróleo Uma das Maiores Riquezas Mundial.

HISTÓRICO

Há muito, os antigos conheciam o petróleo e alguns de seus derivados, como o asfalto e o betume. Contudo, não se sabe exatamente quando eles despertaram a atenção do homem.  Na fase pré-histórica da utilização do petróleo, referências esparsas nos levam a crer que era conhecido do homem há 4 mil anos a.C.
Foi descrito por Plínio em sua História Natural e, segundo Heródoto, grande historiador do século V a.C, Nabucodonosor usou o betume como material de liga na construção dos célebres jardins suspensos da Babilônia.

De acordo com a Bíblia, foi usado na Torre de Babel e na Arca de Noé como asfalto, para sua impermeabilização. Além disso, uma descoberta arqueológica, efetuada há alguns anos atrás, revelou indícios do emprego do asfalto, no século IV, como material de construção de cidades.   



Na Ásia Menor (Oriente Médio), onde se encontram atualmente as maiores jazidas petrolíferas do mundo, o imperador Alexandre, numa de suas expedições observou, a presença de chamas surgidas do seio da terra e de uma fonte de combustível que chegava a formar um lago.
Os egípcios utilizavam o petróleo para embalsamento de mortos ilustres e como elemento de liga nas suas seculares pirâmides, ao passo que os romanos e gregos usavam-no para fins bélicos.
Muito antes da descoberta do Novo Mundo, os indígenas das Américas do Norte e Sul, serviam-se do petróleo ou de alguns de seus derivados naturais para inúmeras aplicações - entre elas a pavimentação das estradas do império inca.

A moderna era do petróleo teve início em meados do século XIX, quando um norte-americano conhecido como Coronel Drake encontrou petróleo a cerca de 20 metros de profundidade no oeste da Pensilvânia, utilizando uma máquina perfuratriz para a construção do poço.